Will Eisner

Will Eisner
William Erwin Eisner
Will Eisner (San Diego Comic Con, 2004).jpg

Eisner na San Diego Comic Con de 2004
Nascimento6 de março de 1917
LocalBrooklyn, Nova York,  Estados Unidos
Morte3 de janeiro de 2005 (87 anos)
LocalLauderdale Lakes,  Estados Unidos
NacionalidadeEstados Unidos americana
Área(s) de atuaçãoquadrinista, roteirista, desenhista, cartunista, arte-finalista, publicitário e editor
Trabalhos de destaqueThe Spirit

William Erwin Eisner (Brooklyn, Nova York, 6 de março de 1917Lauderdale Lakes, Flórida, 3 de janeiro de 2005), foi um famoso e renomado quadrinista americano, que durante seus mais de 70 anos de carreira, atuou em diversas áreas que incluem como desenhista, roteirista, arte-finalista, editor, cartunista, empresário e publicitário.


Biografia

Filho de judeus imigrantes oriundos do Império Austro-Húngaro, Eisner nasceu no distrito do Brooklyn, Nova York, Estados Unidos, onde passou sua juventude. Enquanto estudava no Instituto DeWitt Clinton, no também distrito nova-iorquino do Bronx, colaborou com Bob Kane na revista da escola. Em 1936 entrou para a equipe da revista WOW What a Magazine!, dirigida por Jerry Iger. No ano seguinte, com o fim da revista WOW. Eisner fundou com Iger o Eisner-Iger Studio, onde trabalharam grandes nomes das histórias em quadrinhos como Bob Kane e Jack Kirby. Até 1939, Eisner criou diversas séries como a história de piratas Hawks of the Seas, a garota das selvas Sheena,[1] a série de aventuras Captain Scott Dalton; a história de piratas; os super-heróis Wonder Man e The Flame,[2] a história de espionagem Harry Karry (com o pseudônimo de Bill Rensie), entre outras..


Ao fim da década, Eisner e Iger dividiram sua sociedade. Iger passou a ser diretor de publicações da editora Fiction House, e Eisner passou a criar quadrinhos para a Quality Comics Group. Criou o personagem Doll Man e os da série Falcão Negro, ambientada na 2a Guerra Mundial. Dali, começou a produzir histórias no formato de 16 páginas do suplemento dominical dos jornais, onde apareciam sempre três histórias de várias páginas cada uma. Sua estréia foi em 2 de junho de 1940, e no princípio incluía The Spirit, Lady Luck e Mr. Mystic.

The Spirit é a história de um detetive mascarado, Denny Colt, um herói sem superpoderes que protege os habitantes da cidade fictícia de Central City. A série se destacou pela inovação dos enquadramentos quase cinematográficos, os efeitos de luz e sombra e as inovadoras técnicas narrativas, além da qualidade do roteiro e da arte. Sempre a presença de belas mulheres, cenas hilariantes, melodramáticas, mas que enfatizavam sobretudo o aspecto humano dos personagens. Em 13 de outubro de 1941 The Spirit começou a ser também publicado como tira diária. Eisner deixou a série em 1942 ao ser mobilizado pela Segunda Guerra Mundial, onde produziu pôsteres, ilustrações e histórias propagandísticas para o exército norte-americano.

A série The Spirit, que havia sido continuada por outros artistas devido à sua ausência, foi retomada por Eisner em 1945. Como página dominical, The Spirit prosseguiu até 28 de setembro de 1952, e é considerada uma das obras mais importantes das histórias em quadrinhos.

Ao mesmo tempo que desenhava The Spirit, Eisner fundou a American Visuals Corporation, empresa dedicada a criação de comics, vinhetas humorísticas e ilustrações, que acabou absorvendo a maior parte do seu tempo, separando-lhe da criação de histórias. Somente quando o editor holandês Olaf Stoop reeditou The Spirit, no começo dos anos 70, Eisner voltou a interessar-se pela criação de histórias em quadrinhos. Em 1978 criou Um Contrato com Deus (A Contract With God), que consiste em quatro histórias acerca da vida no Bronx nos anos 30. Um Contrato com Deus tem com freqüência, embora erroneamente, sido citada como a primeira graphic novel, no entanto, cartunista Richard Kyle tinha usado o termo em 1964, em um ensaio publicado no fanzine Capa-Alpha,[3][4] alem de ter aparecido na capa da The First Kingdom (1974) de Jack Katz, com quem Eisner se correspondia.[5]

Depois desta obra, Eisner prosseguiu criando graphic novels com regularidade, como Life on Another Planet (1978), O Sonhador (The Dreamer, 1986), O Edifício (The Building, 1987), No Coração da Tempestade (In the Heart of the Storm, 1991), Invisible People (1991-92), entre outros. Um mês antes de morrer concluiu sua obra mais política, A Conspiração (The Plot, 2005), um ensaio gráfico sobre a história do livreto Os Protocolos dos Sábios de Sião. Eisner teve uma importância decisiva para demonstrar que histórias em quadrinhos não são meio de entretenimento apenas para crianças e adolescentes.

Além de sua carreira como quadrinista, Eisner ensinou Técnicas de Quadrinhos na Escola de Artes Visuais de Nova York, e escreveu obras fundamentais na criação de histórias em quadrinhos: Os Quadrinhos e a Arte Sequencial (Comics and Sequential Art) e A Narrativa Gráfica (Graphic Storytelling).

Em 1988 a indústria dos quadrinhos prestou tributo à Eisner criando o Prêmio Will Eisner, mais conhecido como "Eisners", que servem como uma premiação pelo "conjunto da obra" nas histórias em quadrinhos.

Will Eisner morreu em 3 de janeiro de 2005 em Laurderdale Lakes, Flórida, devido a complicações cardíacas depois de uma cirurgia em 22 de dezembro.

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