Terreno (geologia)

Em geologia, terreno é um fragmento de material crustal formado sobre, ou fragmentado de, uma placa tectônica e acrecionada — "suturada" — a crosta repousando sobre outra placa. O bloco crustal ou fragmentos preservam sua própria história geológica distinta, a qual é diferente das áreas circundantes (daí os termos terreno "exótico" ou "suspeito"). A zona de sutura entre um terreno e a crosta à qual está unido é normalmente identificável como uma falha geológica.

Uma tradução adequada para o termo em português terreno pode ser vista em resumos de teses em geologia [1], ou em artigos[2][3].O termo terrane é utilizado em algumas comunicações.[4].

Generalidades

Um terreno não é necessariamente uma microplaca originalmente independente, uma vez que pode não conter a totalidade da espessura da litosfera. É uma porção de crosta que foi transportada lateralmente, normalmente como parte de uma placa maior, e é relativamente flutuante devido à espessura ou baixa densidade. Quando a placa da qual era uma parte foi subduzida sob outra placa o terreno não foi subduzido, separando-se de sua placa "transportadora", e foi acrecionado à placa sobrejacente. Portanto, o terreno transferiu-se de uma placa para outra. Tipicamente, terrenos em acreção são porções de crosta continental que se afastaram de outra massa continental devido a um rifte e sendo transportadas cercadas por crosta oceânica, ou antigos arcos vulcânicos formados em alguma zona de subducção distante.

O conceito de terrenos desenvolveu-se dos estudos nos anos 1970 da complicada margem orogênica da Cordilheira do Pacífico da América do Norte, um complexo e diverso potpourri geológico que era difícil de ser explicado até a nova ciência da tectônica de placas mostrar a capacidade de fragmentos de crosta "vaguearem" milhares de quilômetros desde a sua origem e encontrarem-se, comprimidos, contra uma costa exótica. Tais terrenos foram chamados "terrenos acrecionados" pelos .

"Logo foi determinado que estas exóticas fatias de crosta tinham, de fato, sido originadas como "terrenos suspeitos" em regiões a distâncias consideráveis, frequentemente milhares de quilômetros, do cinturão orogênico onde elas eventualmente acabaram. Sucede que o atual cinturão orogênico em si mesmo era uma colagem acrecionária, composta de numerosos terrenos derivados da orla circumpacífica, agora suturados ao longo de grandes falhas. Estes conceitos foram rapidamente aplicados a outros cinturões orogênicos mais antigos, como o cinturão dos Apalaches da América do Norte... Apoio para a nova hipótese veio não só dos estudos estruturais e litológicos, mas também de estudos da biodiversidade da fauna e do paleomagnetismo." (Traduzido de Carney et al.[5])

Quando terrenos são compostos de repetidos eventos acrecionários, isto é, são compostos de subunidades com histórias e estruturas distintas, eles podem ser chamados de superterrenos.[6]

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