Sputnik 1
English: Sputnik 1

Sputnik 1
Sputnik 1.jpg
Réplica do Sputnik 1 em exibição na galeria de mísseis e espaço no Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos.
Descrição
Nomes alternativosСпутник-1
TipoSatélite
MissãoDemonstração tecnológica
Operador(es) União Soviética
Identificação NSSDC1957-001B
Identificação SATCAT00002
Duração da missão21 dias
Propriedades
FabricanteUnião das Repúblicas Socialistas Soviéticas RKK Energia (OKB-1)
Massa de lançamento83,6 quilogramas (184,3 libras)
Diâmetro58 centímetros (22,83 polegadas)
Potência elétrica1 watt
Geração de energiaBaterias
BateriasÓxido de prata
Duração das baterias22 dias
Missão
Contratante(s)União das Repúblicas Socialistas Soviéticas RKK Energia (OKB-1)
Data de lançamento4 de outubro de 1957, 19:28:34 UTC
Veículo de lançamentoUnião das Repúblicas Socialistas Soviéticas R-7 (Sputnik)
Local de lançamentoCazaquistão Cosmódromo de Baikonur, Plataforma 1/5
Último contato26 de outubro de 1957
Decaimento4 de janeiro de 1958
Especificações orbitais
Referência orbitalGeocêntrica
Regime orbitalTerrestre-baixa
Semi-eixo maior6,955 quilômetros (4,322 milhas)
Excentricidade orbital0,05201
Periastro215 quilômetros (133,6 milhas)
Apoastro939 quilômetros (583,5 milhas)
Inclinação orbital65,1º
Período orbital96,2 minutos
Época4 de outubro de 1957, 15:12:00 UTC
Instrumentos
Instrumento 1Radiotransmissor (20.005 e 40.002 MHz)

Sputnik 1 foi a primeira missão do Programa Sputnik, que enviou o primeiro satélite artificial da Terra. A missão foi lançada pela URSS em 4 de outubro de 1957 do Cosmódromo de Baikonur[1], e foi lançado como colaboração soviética pelos festejos do Ano Internacional da Geofísica.[2] O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 50 cm de diâmetro e pesava 83,6 kg.

Ele não tinha nenhuma função, a não ser transmitir um sinal de rádio, "beep", que podia ser sintonizado por qualquer radio-amador.

O satélite orbitou a Terra por 22 dias antes de cair. Seu foguete lançador, chamado R.7, pesava 4 toneladas e entrou em órbita também. Ele foi projetado originalmente para lançar ogivas nucleares.

Sputnik foi um marco na ciência e deu aos cientistas valiosas informações. A densidade da atmosfera superior podia agora ser deduzida pela resistência que o satélite aguentou em órbita, e a propagação dos seus sinais de rádio deu informações sobre a ionosfera.[3]

O Sputnik 1 foi o primeiro satélite artificial a ser lançado pela antiga União Soviética e o primeiro satélite a ser lançado também pela humanidade. Seu lançamento provocou a chamada "crise do Sputnik" e abriu, simbolicamente falando, a "porta" para o começo da corrida espacial entre os Estados Unidos e a URSS.

Repercussão Internacional

Ver artigo principal: Crise do Sputnik

As primeiras informações a respeito do lançamento Sputnik I partiram dos mecanismos oficiais do governo soviético, em Moscou, e davam conta tanto do caráter científico do grande feito, quanto da propaganda ideológica favorável ao regime comunista, apresentando-o como uma vitória do governo soviético frente ao capitalismo ocidental.[4] O efeito imediato do lançamento do Sputnik I foi a alteração da visão ocidental a respeito do que ocorria ao Leste da Cortina de Ferro. Até então vista como uma nação atrasada e de risco moderado ao regime implementado no ocidente, a União soviética passa a ser vista como uma potência militar competente e um rival a altura dos Estados Unidos da América,[5] principalmente após o desenvolvimento de suas próprias ogivas nucleares, em 1949.[6]

O lançamento do Sputnik causou duas reações nas potências capitalistas ocidentais. A primeira delas foi o aumento dos investimentos no programa espacial estadunidense, com o objetivo de equiparar sua capacidade bélica em lançamento de mísseis balísticos intercontinentais, através do programa Vanguard, que lograria êxito no início de 1958. O governo dos EUA defendia que o satélite russo não alterava em nada a balança do poder mundial, mas ciente das mudanças diplomáticas que o pequeno corpo celeste causaria, concentrou suas atenções em conter a crescente influência socialista no cenário internacional.[7] Assim, a demonstração de poder militar e capacidade organizativa soviética levou os governos estadunidense e britânico a uma série de reuniões para debater o "desafio soviético". Sua intenção era criar mecanismos internacionais de controle e fiscalização de lançamentos espaciais, assim como coordenar seus programas científicos e fortalecê-los diante do pioneirismo soviético.[8]

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