Serra Leoa

Republic of Sierra Leone
República da Serra Leoa
Bandeira da Serra Leoa
Brasão de armas da Serra Leoa
BandeiraBrasão de armas
Lema: "Unity - Freedom - Justice"
("Unidade - Liberdade - Justiça")
Hino nacional: "High We Exalt Thee, Realm of the Free" ("Solenemente te Exaltamos, Reino da Liberdade")
Gentílico: serra-leonês(esa),
serra-leonino(a)[1]

Localização  República da Serra Leoa

Capital13° 15' O
Cidade mais populosaFreetown
Língua oficialInglês[2]
GovernoRepública presidencialista
 - PresidenteJulius Maada Bio
 - Vice-presidenteMohamed Juldeh Jalloh
 - Presidente do ParlamentoAbass Bundu
 - Presidente do Supremo Tribunal de JustiçaAbdulai Hamid Charm
Independênciado Reino Unido 
 - Data27 de abril de 1961 
Área 
 - Total71 740 km² (116.º)
 - Água (%)0,2
 FronteiraGuiné e Libéria
População 
 - Estimativa para 20166 018 888 [3] hab. (114.º)
 - Densidade83 hab./km² (88.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2007
 - TotalUS$ 4,882 bilhões * (155.º)
 - Per capitaUS$ : 692 (172.º)
IDH (2015)0,420 (179.º) – baixo[4]
Gini (1989)62,9[5]
MoedaLeone (SLL)
Fuso horário(UTC+0)
 - Verão (DST)não observado (UTC+0)
ClimaTropical
Org. internacionaisONU, CEDEAO, ZPCAS, Comunidade das Nações
Cód. ISOSLE
Cód. Internet.sl
Cód. telef.+232

Mapa  República da Serra Leoa

Serra Leoa, oficialmente República da Serra Leoa, é um país da África Ocidental. É delimitada pela Guiné a norte e nordeste, pela Libéria a sudeste, e pelo Oceano Atlântico a sudoeste. Abrange uma área total de 71 740 km²[6] e sua população em 2015 era estimada em 5.879.098 habitantes, de acordo com dados da CIA.[7] O país tem um clima tropical, com um ambiente diversificado variando de savana para florestas tropicais.[6] É uma república constitucional que compreende quatro províncias.[6]

A capital da república é Freetown, sede do governo, principal centro econômico e maior cidade do país, com aproximadamente 1,2 milhão de habitantes. Além de Freetown, outras cidades notáveis são Bo, segunda cidade mais populosa, com 233 684 habitantes, e Kenema, Koidu e Makeni. O país abriga a universidade mais antiga da África Ocidental, Fourah Bay College, fundada em 1827, além de possuir o terceiro maior porto natural do mundo.

A religião muçulmana é a predominante no país, sendo praticada por 60% da população, enquanto as religiões locais são professadas por 30%, e o cristianismo, por 10% dos habitantes[7][8] que é classificado como um dos mais tolerantes no mundo, no quesito religioso.[9][10]

A população serra-leonesa compreende cerca de 16 grupos étnicos, cada um com sua própria língua e dialetos. Os dois maiores e mais influentes são os timenés e os mandês. Embora o idioma inglês seja o oficial do país e o principal usado na educação e na administração do governo, o krio (língua franca derivada do inglês e de várias línguas africanas tribais) é a principal língua de comunicação entre os diferentes grupos étnicos de Serra Leoa, sendo falado por cerca de 90% dos habitantes do país.

Em 1462, a área do atual território de Serra Leoa foi visitada pelo explorador português Pedro de Sintra, que a nomeou Serra Leoa.[11][12] O país tornou-se um importante centro do comércio transatlântico de escravos até 11 de março de 1792, quando Freetown foi fundada pela Companhia de Serra Leoa, como forma de servir como um lar para ex-escravos do Império Britânico.

Após a conferência de Berlim (1884-1885), o Reino Unido decidiu que era preciso estabelecer maior domínio sobre as áreas do interior, a fim de satisfazer o que as potências europeias consideravam como "efetiva ocupação" dos territórios. Em 1896, o governo britânico anexou essas áreas, instituindo o Protetorado da Serra Leoa. Com essa mudança, o Império Britânico passa a expandir seu aparato administrativo na região, recrutando cidadãos britânicos para ocupar postos na administração colonial e excluindo os krios (descendentes de escravos libertos que se estabeleceram em Freetown no século XIX) de suas posições no governo, além de expulsá-los das áreas residenciais mais cobiçadas de Freetown.[13]

Entre 1991 e 2002, ocorreu a Guerra Civil de Serra Leoa, que devastou o país e resultou na morte de aproximadamente 50 000 pessoas. Grande parte da infraestrutura do país foi destruída, e mais de dois milhões de pessoas deslocadas em países vizinhos como refugiados; principalmente para a Guiné, que recebeu mais de 600 000 refugiados serra-leoneses.

História

Ver artigo principal: História da Serra Leoa

História antiga

Achados arqueológicos mostram que Serra Leoa foi habitada continuamente por pelo menos 2.500 anos,[14] absorvendo sucessivas ondas migratórias provenientes de outras partes da África.[15] O uso do ferro foi introduzido na região por volta do século IX, e a agricultura passou a ser praticada por tribos do litoral por volta do ano 1000.[16]

A densa floresta tropical presente na localidade serviu de refúgio para os nativos da região, que não receberam muita influência dos reinos pré-coloniais africanos[17] e da influência islâmica encontrada no Império do Mali. No entanto, a fé islâmica só se tornaria amplamente difundida no século XVIII.[18]

A Serra Leoa foi uma das primeiras nações do oeste africano a ter contato com os europeus. Em 1462, o explorador português Pedro de Sintra mapeou as colinas onde agora situa-se o porto de Freetown, nomenando a formação de Serra da Leoa ou Serra Leoa,[19] origem do nome do país.[12][20]Comerciantes lusitanos chegaram ao porto por volta de 1495, quando foi construído um forte que funcionava como um entreposto comercial.[21] Os portugueses juntaram-se aos neerlandeses e franceses, e todos passaram a usar a Serra Leoa como um ponto estratégico do comércio de escravos. Em 1562, a Inglaterra juntou-se aos três países na exploração do tráfico de seres humanos, quando Sir John Hawkins enviou 300 pessoas escravizadas para as novas colônias na América.[22]

Pré-colonização

Descoberta pelo navegador português Pedro de Sintra em 1460, Serra Leoa era, então, habitada pelos timenés. O nome de Serra Leoa deriva da semelhança que a serra, avistada desde o mar, adquiria com uma leoa vista de longe. Além disso, o trovejar na época das chuvas assemelhava-se ao rugido do animal.[11]A primeira atividade econômica introduzida pelos portugueses foi mesmo o comércio de escravos, obtidos em negociação com aquele povo. Ainda hoje subsistem edifícios construídos pelos portugueses.

No século XVII, os comerciantes ingleses expulsaram os portugueses e, por ação da Companhia Comercial britânica, foi fundada a cidade de Freetown que serviu de refúgio para os escravos fugitivos das Américas, que foram amparados pelo não reconhecimento da escravidão na Inglaterra.

Antes da colonização europeia, Serra Leoa encontrava-se nos limites do grande Império do Mali, que floresceu entre os séculos XIII e XV. O protetorado de Serra Leoa foi fundado como uma alternativa para resolver o problema demográfico da entrada de centenas de escravos libertos, dando-lhes uma pátria. Os primeiros povoadores estabeleceram em Freetown em 1787, e nos 60 anos seguintes foram seguidos por 70 000 ex-escravos de toda a África Ocidental e por outros milhares de nativos emigrados desde o interior.

Os não nativos africanos, uma comunidade de cerca de 200.000 descendentes, conhecidos como krios, foram colocados pela coroa britânica nos altos postos da administração, de modo que, nos anos 1850, Serra Leoa proclamava sua lealdade à Rainha, enquanto as demais colônias tratavam de buscar sua independência.

Em 1971, após sucessivos golpes de estado, Siaka Stevens, do Congresso de Todos os Povos (APC), rompeu com os últimos laços que ligavam Serra Leoa à Grã-Bretanha, e, em 1978, através de plebiscito, estabeleceu-se o unipartidarismo, numa tentativa de acabar com os conflitos com a oposição. Stevens permaneceu por 17 anos na presidência do país e, no meio de uma grave crise, foi sucedido pelo general Joseph Saidu Momoh.

Crianças brincando perto de uma escola destruída pela guerra civil

Em julho de 1991, o presidente Momoh reformou a constituição de 1978 e garantiu os direitos humanos fundamentais, o pluripartidarismo e tentou consolidar os fundamentos democráticos do Estado. Apesar desses avanços, seu governo foi marcado pelo crescente abuso de poder e corrupção.

A corrupção dentro do governo e os problemas administrativos nas minas de diamantes foram as principais razões para o início de uma longa guerra civil. Com a deterioração da estrutura do Estado e o esmagamento da oposição civil, Serra Leoa virou um local propício ao tráfico de armas, munições e drogas.

Alem da destruição interna, a brutalidade da guerra civil que ocorria na vizinha Libéria foi um fator que trouxe mais instabilidade para a Serra Leoa. Charles Taylor, líder da Frente Nacional Patriota da Libéria ajudou Foday Sankoh, ex-líder rebelde de Serra Leoa e fundador da Frente Revolucionária Unida (FRU)[23]

O primeiro ataque da RUF ocorreu em 23 de março de 1991, no vilarejo de Kailahun, uma província ao leste, rica em diamantes. O governo de Serra Leoa, que passava por sérios problemas econômicos e de corrupção, foi incapaz de oferecer uma resistência significativa. Após um mês de guerra civil, a RUF controlava grande parte das províncias do leste, ricas em diamantes. Desde o início, o recrutamento de meninos-soldados foi uma das estratégias dos rebeldes.

Em 29 de abril de 1992, um grupo de jovens oficiais liderados pelo capitão Valentine Strasser e aparentemente frustrados pela incapacidade do governo de combater os rebeldes, expulsou o presidente do país, criando um conselho nacional provisório de regulamentação. A população foi às ruas dar saudar a nova administração. Imediatamente, declarou-se estado de emergência, estabelecendo-se restrições à liberdade de expressão e à imprensa, ao mesmo tempo em que as forças armadas e a polícia ganharam poderes ilimitados para deter pessoas.

O conselho provisório se mostrou tão ineficiente quanto o governo de Momoh para combater o rebeldes. Cada vez mais a RUF avançava. Em 1995, a RUF controlava as províncias do leste e chegou aos arredores de Freetown. A fim de reverter essa situação, diversos mercenários foram contratados, e os rebeldes foram forçados a se retirar das proximidades da capital.

Em janeiro de 1996, depois de quatro anos no poder, Strasser foi substituído pelo deputado Julius Maada Bio, que convocou novas eleições e revogou o estado de emergência. A eleição foi vencida por Ahmad Tejan Kabbah, do Partido do Povo de Serra Leoa, que conseguiu a maioria dos assentos no parlamento.

Ainda em 1996, o Major-General Johnny Paul Koroma foi acusado de tentar derrubar Kabbah e foi preso. A prisão de Koroma deixou diversos oficiais de alta patente descontentes. Esses oficiais criaram o Conselho Revolucionário das Forças Armadas (AFRC), que em 25 de maio de 1997, derrubou o presidente, retirou Koroma da prisão e nomeou-o líder e comandante do Estado.

Koroma suspendeu a constituição, limitou as liberdades individuais fechou todas as rádios privadas e convidou a RUF para se juntar ao governo. Depois de 10 meses, o presidente (eleito democraticamente) Kabbah foi reconduzido ao seu cargo. Milhares de civis que foram acusados de colaborar com o governo da AFRC foram ilegalmente detidos. A corte marcial julgou e considerou culpados 24 soldados que pertenceram a AFRC. Todos foram executados, sem direito a apelação. No dia 6 de Janeiro de 1999, a AFRC tenta um novo golpe contra o governo, que resultou em perda de diversas vidas e destruição de propriedades em Freetown.

Rua de Freetown, capital e maior cidade do país

Em outubro, a Organização das Nações Unidas concordou em enviar força de paz para ajudar a restaurar a ordem e desarmar os rebeldes. Os primeiros 6.000 capacetes azuis chegaram em dezembro de 2000. Posteriormente o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovaria o aumento desse número para 13.000. Em maio do ano seguinte, o exército da Nigéria deixou o país, e as forças de paz tentaram desarmar a RUF no leste de Serra Leoa. Nem todos os soldados da RUF se entregaram, e 500 membros da força de paz foram feitos reféns.

Em 18 de janeiro de 2002, o presidente Kabbah declarou a guerra civil oficialmente encerrada. Estima-se que aproximadamente 50.000 pessoas tenham sido mortas e que existam mais de 500.000 refugiados em nações vizinhas. Muitas pessoas tiveram seus braços ou pernas decepadas. No mesmo ano, a ONU e o governo de Serra Leoa instalaram uma corte de crime de guerra em Freetown. Novas eleições ocorreram em 2002, quando o presidente Kabbah foi reeleito com 70% dos votos, e o seu partido conseguiu a maioria dos assentos no parlamento.

Esse conflito sangrento inspirou o filme Diamante de Sangue (2006), de Edward Zwick, protagonizado por Leonardo di Caprio, e o livro Muito longe de Casa - Memória de um Menino Soldado,[24]do sobrevivente Ishmael Beah. Atualmente, a situação do país se encontra estabilizada.

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