Polinésia Francesa

Polynésie française
Pōrīnetia Farāni

Polinésia Francesa
Bandeira da Polinésia Francesa
Brasão de armas da Polinésia Francesa
BandeiraBrasão de armas
Lema: "Tahiti Nui Mare'are'a"
"Liberté, Égalité, Fraternité"

(Francês: "Liberdade, Igualdade, Fraternidade")
Hino nacional: A Marselhesa

e Ia Ora ’O Tahiti Nui [1]
Gentílico: franco-polinésio

Localização da Polinésia Francesa

Localização da Polinésia Francesa no mundo.
CapitalPapeete
Cidade mais populosaFaa'a
Língua oficialoficial: Francês
regional: Reo mā’ohi (taitiano, marquesano, tuamotuano, mangareviano...)
GovernoTerritório dependente
 - Presidente da FrançaEmmanuel Macron
 - Presidente da Polinésia FrancesaÉdouard Fritch
 - Alto-comissário da República FrancesaRené Bidal
Coletividade de ultramar francesa 
 - Protetorado1842 
 - Território de ultramar1946 
 - Coletividade de ultramar2004 
Área 
 - Total4 167 km² (173.º)
 - Água (%)12
População 
 - Estimativa para 2016280 208 hab. 
 - Censo  de agosto de 2012268 270[2] hab. 
 - Densidade76 hab./km² (130.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 5,623 mil milhões[3] 
 - Per capitaUS$ 20 098[3] 
IDH (2005)0,864 (42.º) – muito elevado
Moedafranco CFP (XPF)
Fuso horário(UTC-10)
Cód. Internet.fr/.pf
Cód. telef.+689
Website governamentalhttp://www.presidence.pf

Mapa da Polinésia Francesa

n/d = não disponível

A Polinésia Francesa (em francês: Polynésie française, pronunciado: pɔlinezi fʁɑ̃sɛz; em taitiano: Pōrīnetia Farāni) é um território da Polinésia dependente da França, com o estatuto de coletividade de ultramar (em francês: collectivité d'outre-mer), por vezes oficiosamente descrita como um país ultramarino (em francês: pays d'outre-mer). Localiza-se no Oceano Pacífico sul, a aproximadamente 6 000 quilômetros a leste da Austrália. É um dos mais vastos territórios do Pacífico, com 4 187 km², se considerada a área marítima ocupada, a Polinésia Francesa inclui cinco arquipélagos, o das Marquesas, o de Tuamotu, o de Gambier, o das Austrais e o da Sociedade (dividido em dois grupos, o das Ilhas de Barlavento e da Ilhas de Sotavento), além de algumas ilhotas exteriores a estes grupos, num total global de 118 ilhas e atóis, das quais 67 são habitadas.

Os territórios mais próximos são Quiribati, a noroeste, a colónia britânica de Pitcairn, a leste, e as Ilhas Cook, a oeste.

O Taiti, localizado nas Ilhas Sociedade, é a ilha mais populosa, e contém a capital do território, Papeete. Em 2012, continha mais de 68% da população total da Polinésia Francesa. Apesar de nunca ter feito parte oficial do território, a ilha de Clipperton foi administrada a partir da Polinésia Francesa até 2007.

Após a Grande Migração Polinésia, exploradores europeus visitaram as ilhas da Polinésia Francesa em várias ocasiões. Comerciantes e baleeiros também passaram pela ilhas. Em 1842, os franceses ocuparam a região insular e estabeleceram um protetorado, ao qual chamaram Estabelecimentos dos Franceses na Oceania (em francês: Etablissements des français en Océanie (EFO)).

Em 1946, os EFO tornaram-se um território de ultramar, ao abrigo da constituição da Quarta República Francesa, e foi dado o direito de voto e cidadania aos polinésios. Em 1957, os EFO foram rebatizados de Polinésia Francesa. Desde 28 de março de 2003, a Polinésia Francesa é uma coletividade de ultramar da República Francesa, ao abrigo da revisão constitucional do artigo 74, tendo mais tarde, com a lei 2004-192 de 27 de fevereiro de 2004, ganho autonomia administrativa, bem como duas manifestações simbólicas: o cargo de Presidente da Polinésia Francesa e a designação acessória de "país ultramarino".

História

Povoamento dos arquipélagos pelos polinésios

O arquipélago das Marquesas foi provavelmente descoberto e colonizado por navegadores polinésios, uma civilização bastante dinâmica que se guiava apenas com o seu conhecimento de ondas, constelações e ventos nas suas navegações, vindos da Samoa cerca de 200 a.C.. Das Marquesas, os polinésios descobriram outras ilhas muito distantes, como Havai, a norte, Nova Zelândia, chamada pelos polinésios de Aotearoa, a sul, e ilha de Páscoa, conhecida por eles como Rapa Nui, a leste. O arquipélago de Gambier foi provavelmente descoberto e colonizado em cerca de 300 d.C., o arquipélago da Sociedade em cerca de 400 d. C., o arquipélago de Tuamotu em cerca de 600 d. C. e o arquipélago das Austrais cerca de 800 d. C. Estes povos estavam no período neolítico, e a sua subsistência baseava-se na cultura do taro, do inhame, da batata-doce, da cana-de-açúcar, do coco, da banana e de fruta-pão, da criação de porcos e galinhas e da pesca.

Primeiros contactos com os europeus

O primeiro contacto europeu com a Polinésia Francesa ocorre em 24 de janeiro de 1521, quando o português Fernão de Magalhães descobre Puka Puka, um atol do arquipélago de Tuamotu. Onze anos mais tarde, em 1595, o espanhol Álvaro de Mendaña e o português Pedro Fernandes de Queirós descobrem o arquipélago das Marquesas, mas mantiveram a sua descoberta em segredo para evitar a aproximação de outros poderios europeus. Em 4 de fevereiro de 1606 é descoberto, por Queirós, o grupo Acteão, e seis dias depois o atol de Hao, o quarto maior atol da Polinésia. No mesmo ano, em 5 de junho, o britânico John Byron chega a Napuka e Tepoto. Após dez anos, os holandeses Jacob Le Maire e Willem Schouten chegam a Takaroa, Takapoto, Ahe e Rangiroa.

Com mais de um século sem contacto com os europeus, em 2 de junho de 1722, o holandês Jakob Roggeveen descobre Makatea e, quatro dias depois, Bora Bora. É Charles de Brosses quem nomeia de Polinésia as ilhas das terras austrais, em 1756. Só em 1767, o Taiti é descoberto pelo inglês Samuel Wallis, e em 1768 pelo francês Louis Antoine de Bougainville, que reclama a sua posse para a França. Posteriormente, o britânico James Cook, em 1769, explora o arquipélago da Sociedade e em seguida descobre Rurutu, situado no arquipélago das Austrais, regressando em 1773, 1774 e 1777. Paralelamente, o espanhol Domingo de Boenechea chega ao Taiti em 1772, tendo voltado em 1774 a fim de instalar uma missão permanente, porém esta falha.

De 1743 a 1880, a família real taitiana Pomare beneficia habilmente da presença dos europeus para alargar o seu poder.

De protetorado a coletividade de ultramar

Após anos de persuasão, os membros da família real do Taiti aceitaram, em 1842, o protetorado francês. Até que, o último soberano taitiano, Pomare V, cedeu integralmente o seu reino à França, em 29 de Junho de 1880, passando este a ter o estatuto de «Assentamentos franceses da Oceania», nome usado até 1958.

A partir de 1958 as ilhas adquiriram o estatuto de território de ultramar, mas ganharam crescente autonomia com a Assembleia Territorial em 1984. Já na última reforma constitucional de 2003, o seu estatuto foi alterado para coletividade de ultramar, o que lhe conferiu uma maior autonomia, com um presidente e representação diplomática no âmbito do Pacífico. Entretanto, apesar de ter uma assembleia local e governo, a Polinésia Francesa não está em livre associação com a França, como as Ilhas Cook e Niue com a Nova Zelândia.

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